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MATÉRIA EXIBIDA PELO JORNAL CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 08/11/2010

Uso de biogás beneficia suinocultores Instalação de biodigestores que transformam dejetos suínos em gases, vai gerar créditos de carbono.

Clarice Monteiro – REPÓRTER

 

Atualizada: 08/11/2010 - 22h08min

 

A reutilização de dejetos de animais para produzir energia térmica e elétrica por meio de biodigestores, além de resultar em economia de combustível e eletricidade nas propriedades rurais, passa a gerar lucro para os criadores pela conversão do volume extra produzido de biogás (metano e gás carbônico) em créditos de carbono.

Nas proximidades de Uberlândia, pelo menos três propriedades rurais devem se beneficiar com o processo até o fim deste ano. Os biodigestores permitem o tratamento dos dejetos – principalmente de suínos - conforme as normas de preservação do meio ambiente estabelecidas no Tratado de Kyoto, gerando biogás e adubo orgânico. A solução tem sido adotada pelos produtores, com apoio de empresas com foco sustentável, como alternativa para diminuir a pressão ambiental da atividade e como fonte de renda extra.

Das três fazendas que utilizam biodigestores movidos com dejetos suínos, duas receberam, há cerca de 20 dias, equipamentos de medição do volume de biogás produzido para conversão em crédito de carbono. “A cada mês será feita a leitura nos aparelhos e os créditos serão convertidos em dinheiro anualmente”, afirmou Carlos Trivellato, desenvolvedor dos motores nacionais adaptados para alimentação com dejetos suínos, que presta serviço para os produtores.

Por ser novidade, ainda não é possível quantificar o retorno com os créditos de carbono, porém para Pedro Oquendo, proprietário da fazenda Três Meninas, já equipada com os medidores, a expectativa é boa. O local aloja 130 mil aves e 8 mil suínos. Além de estimar uma redução de 80% do gasto de R$ 8,5 mil com energia, o criador espera um retorno anual de R$ 100 mil. A negociação dos créditos, de acordo com Oquendo, seria intermediada pela empresa Sadia. “Todo mundo tem a ganhar. Tenho segurança porque não fico à mercê de falta de energia, estou beneficiando a natureza e ganhando dinheiro”, disse. Ganhos são econômicos e para meio ambiente.

 

"Bolsão" onde ficam armazenados os dejetos suínos; mil animais adultos geram 150 m³ de biogás por dia.

 

As vantagens da dos biodigestores em suinoculturas relacionam-se às melhorias no saneamento e na geração de energia, à redução dos gases de efeito estufa e à reciclagem orgânica. No processo, os dejetos são lançados em um biodigestor anaeróbico vedado, onde bactérias decompõem a matéria orgânica e a transformam em biogás e outros subprodutos, filtrados posteriormente. “Há uma mobilização nacional a favor da utilização de biodigestores com pré-tratamento nas propriedades rurais”, afirmou o engenheiro agrícola Paulo Armando, pesquisador da Embrapa. A tecnologia é bem difundida no Sul no Centro-Oeste do país.

Na fazenda Nossa Senhora das Graças, a 15 quilômetros de Uberlândia, os biodigestores são utilizados há cinco anos.

Com os dejetos provenientes de 16 mil leitões distribuídos em cinco galpões, são produzidos cerca de 2,5 mil m³ de gás por dia, além de biofertilizante.

O gás, que era utilizado inicialmente para aquecimento de galpões onde ficavam os animais, teve o uso estendido. Atualmente, a fazenda se beneficia da energia gerada, suficiente para alimentar uma unidade da propriedade durante um período do dia, e do biofertilizante, usado para fertirrigação de cana, eucalipto e pastagem. Segundo Cristiane de Castro, uma das administradoras da fazenda, a substituição do diesel e do gás liquefeito de petróleo (GLP) nos motores por biogás gerou uma economia de R$ 8 mil por mês com combustível e redução de R$ 2 mil na conta de energia elétrica. “Mais do que dinheiro, o importante é que o uso de biodigestores gera reconhecimento de que estamos fazendo bem à nossa atividade”, afirmou.

Custo-benefício é um dos principais atrativos

Carlos Trivellato: "retorno é grande", com uso ou a venda da energia O custo benefício na geração do biogás em biodigestores alimentados por dejetos de animais é um dos principais atrativos do processo. Segundo Elisson Prieto, professor do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) que estuda os biogestores, trata-se de um investimento com retorno fácil, devido à economia gerada com a energia do biogás e tratamento dos dejetos.

De acordo com o desenvolvedor dos motores nacionais adaptados a biogás, Carlos Trivellato, o custo de implantação dos biodigestores varia de R$ 60 mil a R$ 120 mil, conforme as necessidades de cada produtor.

A implantação do processo acontece em três etapas, sendo a primeira a parte de filtragem, depois a parte elétrica e, por fim, a instalação do motor acoplado ao grupo gerador. O prazo para a instalação é de 30 a 60 dias. A manutenção para troca de óleo, filtros e velas custa aproximadamente R$ 400 e acontece a cada 350 horas trabalhadas, o equivalente a cerca de 4 meses.

Os aparelhos medidores de crédito de carbono são importados e custam cerca de R$ 12 mil. “O retorno é grande e, para aqueles que não usam a energia, ainda há opção de comercializar, usar isso como moeda de troca com as concessionárias”, disse Trivellato. Existem linhas de crédito disponibilizadas pelo governo que proveem valores de R$ 140 mil para o investimento. “Só falta divulgação. Orientações estão disponíveis na Emater de cada Estado”, disse o engenheiro agrícola Paulo Armando, pesquisador da Embrapa.

 

Biodigestores

 

Custo de implantação: R$ 60 mil a R$ 120 mil

Prazo para concluir a instalação: De 30 a 60 dias

Manutenção: cerca de R$ 400 a cada quatro meses

Aparelhos medidores de crédito de carbono: R$ 12 mil.

Mil suínos adultos geram 150 m³ de biogás por dia, suficientes para o funcionamento de um motor por quase dez horas.

SAIBA MAIS